PANCS
O Mundo Secreto das Plantas Alimentícias Não Convencionais!
PANCS - O Mundo Secreto das Plantas Alimentícias Não Convencionais!
Hoje vou falar sobre um tema que me fascina: as PANCS, as famosas Plantas Alimentícias Não Convencionais. Antes de tudo, já aviso: não sou especialista no assunto, mas sou uma grande entusiasta! Se tem uma coisa que me encanta, é descobrir que aquilo que muitos consideram mato pode, na verdade, ser um ingrediente nutritivo e saboroso na cozinha!
Então, o que são as PANCS? Simples: são plantas comestíveis que não costumam estar nas gôndolas dos mercados ou nos pratos do dia a dia. Algumas são nativas do Brasil, outras vieram de longe e se adaptaram tão bem que passaram a fazer parte do nosso ecossistema. E tem um detalhe curioso: o que é PANCS em um lugar pode ser comida corriqueira em outro! O ora-pro-nóbis, por exemplo, é quase um patrimônio de Minas Gerais, mas em outros estados ainda causa estranhamento. O mesmo acontece com a beldroega, que já foi comum na alimentação do interior e hoje muitos nem sabem que é um verdadeiro tesouro nutricional.
Minha regra de ouro com PANCS é simples: se parece uma couve, faço como couve; se lembra um espinafre, trato como espinafre. A lógica quase sempre dá certo! No começo, bate um receio, mas com o tempo a gente se acostuma e descobre que a natureza nos dá muito mais do que imaginamos.
Agora, meu top 5 de PANCS favoritas:
Beldroega (Portulaca oleracea) – Rica em ômega-3, tem um azedinho gostoso e pode ser refogada, usada em saladas ou até em omeletes.
Peixinho-da-horta (Stachys byzantina) – Tem esse nome porque, empanado e frito, lembra peixe! Fica ótimo também assado ou em tortas.
Capuchinha (Tropaeolum majus) – Suas flores e folhas são comestíveis, têm um toque picante e são ricas em vitamina C. Ficam incríveis em saladas e até como decoração comestível!
Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) – Fonte de proteína vegetal, perfeita para enriquecer refogados, sopas e até pães e massas!
Serralha (Sonchus oleraceus) – Parece com a chicória e é cheia de ferro e fibras. Refogadinha no alho fica uma delícia!
E aqui estão mais algumas PANCS incríveis para você conhecer:
Almeirão-roxo (Lactuca canadensis) – Folhas com sabor levemente amargo, ótimas para saladas e refogados.
Azedinha (Rumex acetosa) – Tem um gosto cítrico delicioso, ideal para sopas e saladas.
Bertalha (Basella alba) – Folhas suculentas, perfeitas para refogados e sopas.
Caruru (Amaranthus spp.) – Folhas ricas em ferro e proteínas, ótimas para refogados e omeletes.
Folha de batata-doce (Ipomoea batatas) – Nutritiva e versátil, pode ser usada como espinafre.
Guasca (picão-branco) (Galinsoga parviflora) – Muito usada na culinária colombiana, ótima para sopas.
Moringa (Moringa oleifera) – Conhecida como a árvore da vida, suas folhas são altamente nutritivas.
Mitsuba (salsa-japonesa) (Cryptotaenia japonica) – Erva japonesa com sabor levemente cítrico, excelente para temperos.
Orelha-de-macaco (espinafre-amazônico) (Anredera spp.) – Planta trepadeira com folhas suculentas, ótimas para refogados.
Vinagreira (Hibiscus acetosella) – Folhas ácidas, perfeitas para saladas e sucos. É a folha do hibisco.
Bertalha-coração (Anredera cordifolia) – Folhas macias, muito usadas em refogados e sopas.
Feijão-mangalô (orelha-de-padre) (Lablab purpureus) – Suas folhas e vagens jovens são comestíveis.
Celosia (rabo-de-galo) (Celosia argentea) – Planta ornamental com folhas comestíveis, rica em ferro.
Capeba (pariparoba) (Piper umbellatum) – Muito usada na culinária amazônica para envolver alimentos.
Taioba (Xanthosoma sagittifolium) – Folhas grandes e macias, ótimas para refogados, como substituta da couve. Atenção: deve ser consumida sempre cozida!
Major-gomes (maria-gorda) (Talinum paniculatum) – Folhas suculentas, ricas em ferro, perfeitas para saladas e refogados.
Dente-de-leão (Taraxacum officinale) – Suas folhas são amargas e altamente nutritivas, ótimas para saladas e chás.
Picão-preto (Bidens pilosa) – Usado tradicionalmente em chás medicinais e também pode ser consumido em refogados.
Mas calma lá, que nem tudo o que nasce no quintal é comestível! Não é porque a planta tem uma cara boa que você deve sair mastigando. Já imaginou a vovó se desesperando porque você resolveu comer o jardim dela? Melhor evitar! Antes de testar qualquer planta, estude bem, consulte fontes confiáveis e, se possível, peça orientação a alguém que já tem experiência no assunto.
Para encontrar PANCS seguras para consumo, prefira comprar de produtores agroecológicos ou feiras especializadas. Se quiser colher direto da natureza, identifique corretamente a planta, conferindo se não há risco de contaminação por agrotóxicos ou poluição. Também vale a pena participar de grupos e oficinas sobre o tema, onde é possível aprender com quem já tem experiência. E claro, sempre experimente em pequenas quantidades primeiro, para garantir que seu organismo reage bem à novidade!
Esta frase do Kinupp destaca o ciclo vicioso que impede a popularização das PANCs: a falta de oferta nos mercados se deve à baixa procura, e a baixa procura ocorre porque os consumidores não encontram esses produtos disponíveis.
E para quem quer mergulhar mais fundo no mundo das PANCS, aqui vão algumas dicas de leitura:
Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc) No Brasil, por Valdely Kinupp e Harri Lorenzi
A obra mais completa sobre o tema no Brasil, este livro é uma verdadeira enciclopédia. Acredito ser a melhor catalogação de PANCs já publicada, escrita pelos maiores estudiosos de plantas do país! Aproveite, pois as reedições dessa obra-prima demoram a ser lançadas.
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Querida, que AULA! Muitas delas eu não conhecia!
Quando criança, minha mãe fazia serralha refogada e a gente comia misturada ao feijão, com um pouco de farinha de milho. Hum… salivei!